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	<title>Folha Salvador &#187; Zumbi</title>
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		<title>Consciência é todo dia</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 18:51:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Mocca Fonseca</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
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		<description><![CDATA[Evento realizado no dia 20 de novembro para os festejos da Consciência Negra, apresentando sobre as festividades e a opinião do povo para a data.]]></description>
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<div id="attachment_202" class="wp-caption alignleft" style="width: 385px"><img class="size-full wp-image-202" src="http://jornalismodigital.f2j.edu.br/wp-content/uploads/2009/11/zumbi.jpg" alt="A imagem do guerreiro é sempre lembrada em novembro" width="375" height="500" /><p class="wp-caption-text">A imagem do guerreiro é sempre lembrada em novembro</p></div>
<p>“Não se deveria comemorar essa data apenas uma vez, tinha que ser todo dia. O povo negro sofreu com a escravidão e hoje está liberto. Em muitos países não se comemora esse dia, nem na África. Me orgulho de festejar”. Foi no misto de alegria e revolta que o vigilante Elísio Barbosa, na última sexta-feira (20), quando foi comemorado o <a href="http://atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=1286251">Dia da Consciência Negra</a>. Esta data é para comemorar a resistência do negro durante a escravidão, o orgulho da cor e o inserir deste na sociedade. Por causa disso, apesar de não ser feriado – esse decretado no dia pelo presidente Lula – festejos ecoaram pela cidade e, Salvador é uma cidade que tem quase 80% da população negra, tudo virou festa.</p>
<p>A data (20) foi escolhida por ser o dia da morte de Zumbi dos Palmares, conhecido por sua audácia, senso de liderança e luta pela Liberdade de seu povo. Alguns jornais da capital estamparam em suas capas diversos assuntos que englobassem os festejos do dia. Em 200 cidades do Brasil já se comemora a data. Para a alegria dos baianos que estavam presentes, em uma mistura de show e comício, no palco montado na Praça Castro Alves, o presidente Luís Inácio Lula da Silva decretou em Salvador que no ano que vem será feriado. Marília Santana, vendedora, presente na comemoração realizada na Praça da Sé afirma que todo ano está presente nas festas, que tem orgulho de ser negra e que adorou o novo feriado. “Essa festa é linda. Queria que pudesse comemorar o dia sempre, uma vez por mês, pelo menos. O negro é lindo minha filha, tem é que festejar mesmo”. Faixas parabenizando os negros e palco também foram colocados na Praça da Sé e na Castro Alves. Para completar a festa, Lula regularizou <a href="http://atarde.com.br/politica/noticia.jsf?id=1286164">30 quilombos</a>, beneficiando 3.818 famílias. A festa foi encerrada ao som do show magnífico no embalo do samba reagge de <a href="http://atarde.com.br/cultura/noticia.jsf?id=1287820">Margareth Menezes</a>.</p>
<p>A estudante Patrícia Alves é negra e seu namorado, o também estudante, Luís Eduardo Costa é branco e foram juntos pela primeira vez a passeata da 9ª Caminhada da Liberdade, que saiu do Curuzu, bairro próximo a Liberdade. Ela disse que essa festa também serve para igualar as etnias e mostrar que uma cor não é melhor que a outra. “Não é por causa da minha cor que eu vou ser melhor do que ele ou de ninguém. Nós negros temos que mostrar nossas qualidades de outra forma. Os negros sofreram muito com a escravidão. Não deveria ter uma data para comemorar e assim, não lembraríamos. Temos que mostrar ‘aos brancos’ – fez um sinal de aspas com as mãos – que todos somos iguais”, conclui.</p>
<p><strong>Festejos </strong>- Em diversos pontos da cidade tiveram manifestações. Na Praça da Sé, pela tarde, a exposição “Para que não esqueçamos: o triunfo sobre a escravidão” foi aberta no Palácio Arquiepiscopal, às 10h, próximo a Praça municipal de Salvador, no Pelourinho, para comemorar a data e lembrar ao público, o sofrimento do negro quando escravizado. Outro exemplo de celebração, além da Praça Castro Alves onde esteve o presidente Lula, foi no bairro da Liberdade sempre passa o cortejo do Ilê Ayê com seus tambores, levando até o Pelourinho uma multidão. Esse ano, saíram do bairro do Curuzu atrasado e passaram muito rápido, trazendo decepção a quem esperava para assistir o evento. Maria José Fonseca, funcionária pública de 60 anos disse não gostar do que aconteceu. “Todo ano espero a passagem do Ilê na porta da minha casa. Foi muito feio o que fizeram aqueles que esperavam. A Liberdade é o bairro que se tem a maioria da população negra não merecia esse descaso”.</p>
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