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	<title>Folha Salvador &#187; Games</title>
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		<title>Jogos no Brasil, uma Fase Difícil de Passar</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Apr 2010 18:03:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Bragança</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[abragames]]></category>
		<category><![CDATA[Games]]></category>
		<category><![CDATA[jogos]]></category>
		<category><![CDATA[Pirataria]]></category>

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		<description><![CDATA[A indústria de games tem ilustrado o imaginário de muitos jovens, alguns deles, pretendem entrar neste mercado.  Contudo, a fatia dominadora de investimento não se encontra no Brasil. Com esforços, o país continua insistindo no mercado interno, apesar do pesado problema da pirataria.
De acordo com a Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames), a soma do produto bruto do setor de games é de 87.5 milhões de reais, sejam em softwares e hardwares. Destes, 43% da produção nacional de softwares é destinada à exportação, enquanto quase 100% dos hardwares ...]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A indústria de games tem ilustrado o imaginário de muitos jovens, alguns deles, pretendem entrar neste mercado.  Contudo, a fatia dominadora de investimento não se encontra no Brasil. Com esforços, o país continua insistindo no mercado interno, apesar do pesado problema da pirataria.</p>
<p>De acordo com a Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (<strong><a href="www.abragames.org" target="_blank">Abragames</a></strong>), a soma do produto bruto do setor de games é de 87.5 milhões de reais, sejam em softwares e hardwares. Destes, 43% da produção nacional de softwares é destinada à exportação, enquanto quase 100% dos hardwares fabricados são para o mercado interno. Ou seja, por enquanto o Brasil ainda é um mercado de hardware.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline">A Pirataria</span></strong></p>
<p>A pirataria é um grande problema para diversos setores do mercado nacional, além do mais, já está sendo considerada parte da cultura brasileira ter preferência por produtos piratas. Este fator, junto com a questão da importação ilegal, proporciona à industria uma alta dependência nas exportações.</p>
<p>De acordo com <a href="portal.mj.gov.br/combatepirataria" target="_blank"><strong>Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual</strong> </a>a pirataria o comercio de produtos falsificados como CDs, DVDs, softwares e outros, como medicamentos, calçados, roupas e eletrodomésticos custa aos cofres públicos R$ 30 bilhões aos cofres públicos.</p>
<p>Esse elemento pode trazer vantagem para as empresas sobreviventes que se tornam grandes exportadoras, porém, não perdoa as pequenas empresas que lutam para se manterem, aprendendo aos pouco como exportar.</p>
<p>Apesar de tantas pedras no caminho, a indústria brasileira de games continua crescendo. Entende-se que um mercado significativo tornaria as empresas brasileiras mais resistentes com uma maior competitividade internacional.</p>
<p>Muitos dos empresários brasileiros deixam de investir neste meio exatamente pela alta dificuldade em lucrar, pois, cientes dos problemas da pirataria, não teriam coragem de se arriscar neste meio. Mesmo com incentivo do governo, o empresário nacional não está satisfeito com os possíveis lucros e quando resolvem adentrar neste meio, buscam porcentagens de ganhos absurdas, por isso, produtos brasileiros continuam com valores elevados em seu país de fabricação.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline">Outros Meios</span></strong></p>
<p>Como o mercado de games no Brasil ainda está em fase de construção, outros âmbitos deste meio começaram a crescer com maior desenvoltura. Eventos tem acontecido pelo pais promovendo campeonatos com os chamados cyber atletas, jovens que tem como exporte profissional o vídeo game, conseguindo muitas vezes ganhar a vida a partir destas competições.</p>
<p>Programas de TV estão sendo desenvolvidos, dois deles são transmitidos através das redes de canal fechado, como o multishow. Precisando ainda de algumas modificações em seu formato. Profissionais da área de TV afirmam que estes programas de games são direcionados para o público jovem, no entanto, continuam com características de telejornais sérios, se tornando pouco agradáveis para o espectador jovem que se interessa pelos games.</p>
<p>Ainda nos meios de comunicação em massa temos o jornalismo de games. Esses profissionais se encontram, principalmente, em dois meios; as revistas especializadas e os sites/blogs de games. A segunda, mais informal, existe em maior quantidade, pois muitos jovens que gostam de games resolvem fazer uma página on-line, muitas vezes, com notícias e resenhas com opiniões pessoais. Por essa falta de profissionalidade que muitas vezes essa acaba sendo desvalorizada. Por outro lado, as revista especializadas existem em menor quantidade contrapondo a qualidade do material, elevado se comparado com o material encontrado pela rede.</p>
<p>Nem sempre os periódicos são necessariamente de maior qualidade que as páginas da internet, alguns antigos ou até atuantes profissionais de revistas focadas em games, se direcionam para o meio on-line, aumentando assim a qualidade do material. Alguns sites que não possuem profissionais do meio impresso também se destacam pelo nível elevado de suas postagens, <a href="http://www.gameblog.com.br" target="_blank"><strong>gameblog</strong> </a>é um exemplo disso.</p>
<p><strong><span style="text-decoration: underline">O que esperar?</span></strong></p>
<p> O mercado de games no Brasil está se desenvolvendo e consolidado, atualmente profissionais e jogadores estão se mobilizando pela campanha “<strong><a href="http://www.impostojustoparavideogames.com.br" target="_blank">Imposto Justo para Video Games</a></strong>” mobilização que pretende diminuir as altas taxas de imposto sobre jogos importados.</p>
<p>A campanha informa que a indústria global de vídeo games já ultrapassou a industria do cinema e da música. A taxa tributária cobrada no Brasil é tão elevado que torna o país representante de apenas 0,5% desta fatia, enquanto o México, menor que o Brasil já chegou a 2%.</p>
<div id="attachment_764" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://jornalismodigital.f2j.edu.br/wp-content/uploads/2010/04/games1.jpg"><img class="size-medium wp-image-764" src="http://jornalismodigital.f2j.edu.br/wp-content/uploads/2010/04/games1-300x241.jpg" alt="" width="300" height="241" /></a><p class="wp-caption-text">Imposto Justo para Video Games</p></div>
<p>O projeto de lei 300/07, que desonera os videogames, no mais curto prazo possível, pertence ao Deputado Antônio Palocci, da Câmara dos Deputados de Brasília. A lei justifica que jogos custam o triplo do valor nos Estados Unidos este quadro:</p>
<ul>
<li><strong>·         </strong><strong>estimula a pirataria</strong></li>
<li><strong>·         </strong><strong>prejudica o consumidor</strong></li>
<li><strong>·         </strong><strong>prejudica os varejistas</strong></li>
<li><strong>·         </strong><strong>prejudica milhares de estudantes de desenvolvimento e design de games</strong></li>
<li><strong>·         </strong><strong>prejudica desenvolvedores e publishers de games</strong></li>
<li><strong>·         </strong><strong>desestimula o investimento nas tecnologias de ponta, necessárias para o desenvolvimento de games no Brasil</strong><strong></strong></li>
<li><strong>desestimula o investimento das grandes empresas no Brasil.</strong></li>
</ul>
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		<title>Escreva Sobre o que Joga</title>
		<link>http://jornalismodigital.f2j.edu.br/2009/12/01/escreva-sobre-o-que-joga/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Dec 2009 22:13:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Bruno Bragança</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>
		<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Blogger]]></category>
		<category><![CDATA[free-lancer]]></category>
		<category><![CDATA[Games]]></category>
		<category><![CDATA[insatisfação]]></category>
		<category><![CDATA[jogos]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[sites]]></category>
		<category><![CDATA[wordpress]]></category>

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		<description><![CDATA[Muitos jovens que gostam de games querem cursar jornalismo, visando trabalhar em alguma revita do ramo. Contudo, ser jornalista de games é satisfatório?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: left">O vídeo game já pode ser considerado uma mídia de comunicação, tendo em vista, a forma comercial como ele é tratado. Esse mercado cresce tanto, que profissionais da área de comunicação, mais especificamente jornalistas, criaram revistas, páginas na internet e até programas de televisão voltados para o publico que consume games.<br />
Alguns dos jogadores de vídeo game buscam a área de comunicação para escrever sobre seu hobby, sendo que, alguns deles, conseguiram realizar esse desejo, chegando a trabalhar em grandes editoras. Por isso, levanta-se a questão: Eles estão satisfeitos com seu trabalho no atual mercado, agora que realizaram o seu sonho? Estão ganhando o suficiente?<br />
Para essa pesquisa foram entrevistados 30 profissionais do ramo de jornalismo de games, sejam com free-lancer, indivíduos com carteira assinada, ou autônomos que possuem alguma página na rede online. No qual foi constatado que:</p>
<p style="text-align: left">
- <strong>50%</strong> do total de entrevistados são contratados (com carteira assinada ou passando nota fiscal) e tem obrigações fixas com alguma empresa;<br />
- Já <strong>33%</strong> do total de entrevistados são free-lancers e colaboram para um ou diversos veículos (revistas e sites, basicamente, salvo exceções raras), mas sem vínculos fixos;<br />
- O <strong>17%</strong> restante é formado por empreendedores, ou seja, comandam negócio próprio, de onde tiram seus rendimentos. Vale dizer que a totalidade desses empreendedores investe unicamente na internet.<br />
- Daqueles que se declararam contratados, <strong>54%</strong> possuem carteira assinada. <strong>46%</strong> emitem nota fiscal ou assinam recibo (ou CCDA).<br />
- Ainda sobre os que se declaram contratados: quase a metade trabalha exclusivamente com a internet (<strong>46%</strong>); a outra parcela (<strong>40%</strong>) é funcionário de editoras e produzem revistas (na maioria) e sites; uma fatia pequena (<strong>14%</strong>) aplica seus conhecimentos em mídias diversas (TV, rádio).</p>
<p style="text-align: left">
                                                                                    (dados coletados do site <a href="http://colunistas.ig.com.br/gamerbr/" target="_blank">gamer.br</a>)</p>
<p style="text-align: left">
Diante desses números qual é a porcentagem de profissionais que acham ganhar de acordo com o que trabalha?<br />
47% dos jornalistas dizem que poderiam ganhar mais, enquanto 33% afirmam não receber o proporcional ao trabalho que fazem. Somente 20% julgam ter um valor de acordo com o que lhes é cobrado.<br />
A grande maioria dos insatisfeitos está entre os empreendedores (60%), pois precisam dedicar muito tempo e preocupação em diversos setores de seu negócio, em quanto os outros 40% afirma que poderiam ganhar mais. O quadro muda quanto aos contratados, seja com carteira assinada ou que emitem notas fiscais. A maioria deles (75%) falam que poderiam ter um aumento salarial, os outros 25% dizem não ganhar o suficiente. Serve de alerta aos jornalistas que buscam atual nesta área, a informação que, entre os empregados, nenhum se demonstrou satisfeito com o atual salário, o que preocupa qualquer um que visa ingressar no ramo.</p>
<p style="text-align: left">Curiosamente, os que acham ganhar de acordo com o trabalho são os free-lancers, um total de 40% de satisfeitos. Apenas 10% deles afirmou completa insatisfação com o que recebem em pequenos trabalhos. Erik Araki, redator da herói, afirma não se surpreender com a grande satisfação dos free-lancers, pois geralmente, seu perfil é de um estudante que pode dedicar muito tempo para fazer esses trabalhos, tendo o luxo de ganhar um trocado escrevendo sobre o que gosta. No entanto, quando se fala de trabalhar pelo ganha-pão, o que se ganha pelo frilas é muito pouco, ajudando apenas a cobrir algumas despesas.<br />
Em alguns trabalhos sem vinculo empregatício, surge o problema quanto aos prazos e despesas. Fabio Santana, do site <a href="http://gamerlifestyle.wordpress.com/" target="_blank">Gamer Lifestyle</a>, relata como o prazo, vilão de todo jornalista, prejudica os profissionais, que dispões de pouco tempo</p>
<div id="attachment_297" class="wp-caption alignleft" style="width: 310px"><a href="http://jornalismodigital.f2j.edu.br/wp-content/uploads/2009/12/game_journalist1.jpg"><img class="size-full wp-image-297" src="http://jornalismodigital.f2j.edu.br/wp-content/uploads/2009/12/game_journalist1.jpg" alt="Pouco tempo para jogar e escrever..." width="300" height="207" /></a><p class="wp-caption-text">Pouco tempo para jogar e escrever...</p></div>
<p> para analisar um jogo, sendo possível apenas formar uma opinião, não detalhada, sobre ele. As empresas nem mesmo fornecem o material para análise prévia, precisando esperar o lançamento para adquirir o jogo, atrasando o processo. Isso cria uma despesa extra para o free-lancer, diminuindo sua margem de lucro. Se por exemplo, ele ganha R$100,00 reais para fazer a análise, gastará outros R$60,00 para comprar o game.<br />
Devido a tantos percalços e problemas na profissão de jornalista de games, que você deve pensar duas vezes antes de ingressar nessa profissão, pois não se trabalha para ganhar muito dinheiro e glamour, você estará neste ramo porque gosta. Se nada disso te desanimou, comece com alguma página na internet, utilizando o <a href="http://www.blogger.com" target="_blank">blogger</a> ou <a href="http://www.wordpress.com" target="_blank">wordpress</a>, por exemplo, ou contribua para algum site, pelo menos para ter a prática ou construir a sua própria network (rede de contatos para trabalho).</p>
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