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Documentário na América Latina é o foco do 2° dia do POLICOM

31 agosto 2010 Sem comentários

Com o tema “Novos Olhares sobre a América Latina”, a terceira edição do Congresso de Comunicação Social e Políticas Culturais – POLICOM – trouxe na última quinta-feira um debate com a temática: Documentário na América Latina: presente e futuro. Participaram do debate o cineasta e diretor Eryk Rocha e o crítico de cinema, Prof. Marcos Pierry mediados pela Prof. Cristina Mascarenhas.

Mascarenhas destaca o objetivo do congresso, que é trazer destaque ao audiovisual pensando nessa vertente na América Latina, com o intuito de fomentar o processo de discussão e produção dessa obra prima. “Ou seja, a intenção é valorizar esse nosso território, essa nossa riqueza cultural que falamos tão pouco”, explica.

O crítico Pierry enaltece a iniciativa da Faculdade 2 de Julho em promover debates desta dimensão. “Qualquer iniciativa que busque a popularização, a discussão, o estímulo ao documentário, ao cinema como um todo e ao senso crítico é sempre válida, pois somos viciados em imagens”, garante.

Sob os olhares atentos dos estudantes, convidados e professores, a discussão se inicia com provocações do crítico Pierry quanto a escassez de documentários produzidos na América Latina e as considerações do cineasta Eryk Rocha sobre a “Câmera Corpo”- a câmera é definida como um órgão do corpo humano -, ou seja, o instrumento como uma extensão do corpo. Rocha desafia o público a repensar o espaço social do cinema hoje.

A idéia dos debatedores é que o audiovisual esteja sempre no centro das discussões em comunicação.

Mais:

Filme “Pachamama” – Eryk Rocha

Sinopse:

O filme Pachamama – título que significa para os indígenas andinos “mãe-terra” e designa a deusa agrária dos camponeses – narra a viagem do diretor pela floresta brasileira em direção ao Peru e à Bolívia, onde encontra a realidade de povos historicamente excluídos do processo político de seus países e que pela primeira vez na história buscam uma participação efetiva na construção do seu próprio destino.

É uma pequena odisséia de trinta dias pela realidade amazônica e andina, que revela um continente em ebulição, perpassado pela cultura milenar andina, que irradia pelo continente sul americano substancia primordial na constituição de novos paradigmas políticos.

“A América do Sul vive um momento particular: A terra está fertilizando a política. Não é uma experiência política tradicional, de esquerda, comunista ou socialista, mas uma experiência que vem de uma reflexão cultural, de diferentes movimentos sociais nativos, dos povos originários da cultura Inca. O que acontece na Bolívia é algo que parte da terra, da comunidade, dos indígenas, da relação sagrada do camponês com a terra. A ancestralidade desperta um novo olhar”, explica o diretor.

Fonte: http://www.pachamamaofilme.com.br/sinopse_Pachamama.htm

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