Principal » Cidade

Violência que atemoriza

13 junho 2010 Sem comentários

A capital baiana e sua região metropolitana têm sido cenário freqüente de ocorrências violentas, principalmente nos fins de semana. De primeiro a 27 de maio, houve 147 casos de homicídios em Salvador e 37 mortes na região metropolitana. Os registros, divulgados pelo Centro de Documentação e Estatística Policial (Cedep), revelam uma incidência de violência urbana preocupante, conforme noticiado ontem pelo jornal A Tarde.

Apesar da repressão policial contra o crime, a maioria das pessoas convive com o medo de ser assaltada. Se alguém se aproxima demais de você ou faz abordagem considerada suspeita, a sensação de assalto é imediata. Na última quinta-feira, uma estudante de Jornalismo, na companhia de um cinegrafista, foi confundida como assaltante por uma espectadora, quando eles realizavam trabalho acadêmico nas dependências de uma sala de cinema. O susto foi grande, mas, em seguida, esclareceu-se o mal entendido.

Esse caso ilustra o medo da violência urbana no cotidiano. Nem mesmo autoridades policiais escapam ilesas, como o delegado titular da 18.ª CP de Camaçari, Clayton Leão, vítima de assassinato no dia 26 de maio, quando concedia entrevista, através do seu celular, para emissora de rádio, no interior do seu veículo.

Troca de ofensas – Em 2008, o então recepcionista Alberto Santos, que trabalhava em um estacionamento privado, presenciou a colisão entre duas motos na Avenida Tancredo Neves, em uma quarta-feira de cinzas. O trânsito na ocasião estava livre. Santos assistiu à troca de ofensas entre os motoqueiros e não soube explicar o motivo da colisão. “Na hora, escutei palavrões bem pesados, depois as partes se entenderam e foram embora”, disse aliviado e receoso de haver violência física entre os motoqueiros.

Violência doméstica – Toda vez que bebia, o aposentado A.J.F. batia na esposa Z. e agredia o próprio filho. Z. conviveu com a violência doméstica por muito tempo, aceitando-a sem reclamar. As agressões físicas terminaram quando A.J.F. sofreu alguns derrames por causa do alcoolismo. O que se sabe é que Z. permanece em silêncio  até hoje, sobre esse assunto, mesmo após o falecimento do marido.

A história desse casal é conhecida pelos antigos moradores do Conjunto dos Comerciários, em Brotas. Quem os conhecia achava estranha a falta de iniciativa da esposa em separar-se do marido violento. Por causa dessa atitude, ninguém tomava partido. Apesar de Z. e seu filho não residirem no local, os moradores veteranos preferem o anonimato ao se referir ao episódio, em razão de que o filho desse casal foi usuário de drogas. De acordo com a vizinhança, Z. nunca se soube que esposa tivesse sofrido violência sexual do marido.

Deixe seu comentário!

Adicione seu comentário abaixo, ou trackback do seu prórpio site. Você também pode subscribe to these comments via RSS.

Dicas: Evite ofensas. Mantenha-se no tópico. Sem spam.

Você pode usar estas tags HTML:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Aceitamos identificação via Gravatar. Para conseguir seu avatar, registre-se em Gravatar.