Principal » Cidade

Educação física: uma disciplina banalizada

2 junho 2010 Sem comentários

Por Raimundo Júnior

O Centro Educacional Edgar Santos (CEES), exemplo sócio educativo da década de 1980 e localizado no bairro da Fazenda Garcia, que recebia apoio financeiro do Governo Estadual para atividades esportivas, oferecia oportunidades para os alunos. Enquanto nos dias atuais, apesar de ter equipamento e espaço propício para exercer essas atividades, o CEES não mais tem esse apoio financeiro como também diminuiu, consideravelmente, o interesse por parte dos estudantes e profissionais da área.  

O Trabalho de Conclusão de Curso dos estudantes Raimundo Júnior e Cláudia Fonseca tem como característica básica comparar o apoio financeiro que Governo Estadual oferecia as competições esportivas do Centro Educacional Edgar Santos, na década de 1980 em relação às verbas destinadas para as mesmas atividades desportivas desempenhadas atualmente pelo Centro Educacional Edgar Santos. Baseado em relatos pessoais percebe-se que alguns estudantes que tiveram a oportunidade de usufruir dessa educação física, na época, se tornaram atletas campeões – Edilson e João Marcelo, jogadores do Esporte Clube Bahia – ou profissionais da área de esporte – Vilmário da Silva, professor do Curso de Educação Física da Universidade Metodista de São Paulo –, graças ao conhecimento adquirido através do professor Paulo Gilberto, o qual é homenageado com o Ginásio Poliesportivo de Simões Filho que leva seu nome. Porém, a realidade que se encontra o CEES, no que diz respeito a prática de esporte é o inverso dos anos 80. Não há atividade esportiva específica nas categorias – vôlei, futebol, basquete, futsal e principalmente o handebol que representou o estado da Bahia em competições em São Paulo, Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Sul. Atualmente a disciplina educação física é realizada no período entre as aulas teóricas, o que dificulta o desempenho dos estudantes, já que eles não estão trajando roupas adequadas, e sim, calças jeans e camisas de manga.

Apesar de instrumentos internacionais advogarem o esporte como direito humano fundamental para todos, portanto não apenas um meio mas também um fim em si mesmo, o direito ao esporte e à brincadeira é freqüentemente negado. Isto ocorre por causa da discriminação e pela negligência política, exemplificada pelo declínio nos gastos com a educação física e pela falta de espaços apropriados para o esporte. No plano do indivíduo, a prática esportiva é vital ao seu desenvolvimento integral promovendo sua saúde física, emocional e social. Essa fornece oportunidades de lazer e auto-expressão, benéficas a todos e em especial a jovens desfavorecidos. Fornece alternativa saudável a atividades prejudiciais como o uso de drogas e a criminalidade. Além de todos esses fatores, a prática de atividades físicas tem relação direta como a melhoria dos desempenhos acadêmicos de crianças e jovens. O objetivo das Nações Unidas de utilizar o esporte como aliado não é a criação de novos campeões ou o desenvolvimento do esporte, mas a utilização do esporte como facilitador da participação, da inclusão e da cidadania, inserindo-o em atividades mais abrangentes do desenvolvimento e da construção da paz.

No segundo semestre, do ano vigente, será feito um documentário a contando a história do CEES e abordando a banalização da disciplina de educação física, principalmente, nas escolas públicas. Como fontes principais teremos: o primeiro diretor Eduardo Boa Morte e o coordenador de esporte da época, Paulo Gilberto.

Deixe seu comentário!

Adicione seu comentário abaixo, ou trackback do seu prórpio site. Você também pode subscribe to these comments via RSS.

Dicas: Evite ofensas. Mantenha-se no tópico. Sem spam.

Você pode usar estas tags HTML:
<a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <strike> <strong>

Aceitamos identificação via Gravatar. Para conseguir seu avatar, registre-se em Gravatar.