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CAPS- Uma atenção especial ao portador de esquizofrenia

2 junho 2010 Sem comentários
A Lei Paulo Delgado, aprovada no dia 6 de abril de 2001, passou a regular as internações psiquiátricas e a gerir uma série de mudanças no modelo de atendimento aos portadores de doenças da mente.

Nos dias atuais o paciente acometido de transtorno mental não precisa mais ser isolado e excluído do convívio familiar, nem da sociedade, deixando de atuar nas esferas sociais.

No século xx o louco, como eram denominadas as pessoas que apresentavam comportamentos diferentes do considerado normal pela sociedade, as feiticeiras e os que tinham crenças em espíritos, por exemplo, sofriam com a intolerância da sociedade.

Os manicômios, que logo surgiram, para “tratar” dessas pessoas não eram apropriados, o tratamento era agressivo, com métodos exagerados e sem qualquer preocupação com a integridade do paciente. Medicamentoso e com o uso de eletro-choque e camisas de força, não surtia o efeito desejado.

Em entrevista com a especialista em saúde mental, Anne Quaresma, hoje responsável pelo acompanhamento do CAPS- Centro de Atenção Psicossocial do Garcia, em Salvador, com trabalhos reconhecidos nacionalmente, como a participação na elaboração do Manual do CAPS, acredita que o sucesso do tratamento passou a acontecer quando o modelo excludente foi substituído pelo do acolhimento e da inclusão social, onde o paciente demonstra que tem todas as possibilidades de exercer suas obrigações sociais e a conviver de maneira a contribuir na renda familiar e perante a sociedade enquanto cidadão.

Nos CAPS são desenvolvidas oficinas, palestras- que contam com a participação de uma série de especialistas em diversas áreas- buscando o esclarecimento das dúvidas dos pacientes e na sua orientação perante as questões do dia-a-dia. Encontros com os familiares, peças indispensáveis para o bom resultado do tratamento, onde há a interação do paciente com a família e todas as dúvidas e respostas do tratamento são avaliadas.

A esquizofrenia não é mais vista como doença degenerativa, em que a pessoa vai perdendo aos poucos sua vitalidade, e atinge uma parcela elevada da população mundial, cerca de 1%, no Brasil atinge hum milhão e oitocentos mil pessoas, segundo a organização Mundial de Saúde (OMS).     

A faixa que mais atinge são homens em idade jovem, 15 e 35 anos, é a terceira causa de perda da qualidade de vida entre os 15 e 44 anos, considerando-se todas as doenças.

O mais importante em toda situação é o conhecimento, é ele quem faz a diferença e que pode mudar uma realidade. Muito do que acontece parte da ignorância, a partir do momento que se conhece é mais fácil entender e ajudar.  

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