Poder das Comunidades Virtuais
Com os avanços tecnológicos, surgem novas formas de comunicação, transmissão e compartilhamento de conhecimento, como por exemplo: as comunidades virtuais, designadas como redes de comunicação interativa, organizada em torno de um interesse ou finalidade compartilhada. De acordo com pesquisa do IBOPE inteligência, 74,4% dos internautas brasileiros fazem parte de comunidades virtuais. A taxa maior do mundo, estando à frente do Japão (73%) e França (62,9%). Um dos fenômenos entre as comunidades é o Orkut, no qual aproximadamente 56,8% dos inscritos são brasileiros.
Através do crescimento e consequente popularização das comunidades virtuais, surge o questionamento sobre até que ponto os brasileiros tem utilizado esta tecnologia para a melhoria da sociedade e não para usufruto pessoal. De acordo com a engenheira de projetos/programadora do Centro de Pesquisas Renato Archer, Tatiana Al-Chueyr Pereira, em entrevista ao portal do Ministério da educação, a comunidade deve ser vista pela população como mediadora de debate e discussões de temas importantes e relevância social, não como promoção de um individuo.
Para Tatiana, o crescimento das comunidades virtuais resultou em uma nova dimensão de poder, a qual passa despercebida pelos usuários e, que infelizmente tem sido ignorado por uma parte considerável da população. “De um lado, milhões de brasileiros votam pela rede em programas de TV, como o “Big Brother”. Do outro lado, campanhas de defesa da Amazônia somam votos que não chegam à casa do milhão. É importante a conscientização dos usuários sobre o verdadeiro papel das comunidades virtuais, e de sua importância como agente de mudanças sociais, de modo que a mesmas tragam resultados reais de organização social e da reconfiguração da estrutura de poder vigente”, afirma a engenheira de projetos/programadora.









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