Espreita traiçoeira

Denise Galvão
A necessidade em fazer transações bancárias está se tornando um risco cada vez maior. Isso porque criminosos se aproveitam da falta de segurança no entorno das agências e da desatenção de pessoas que portam grandes quantias em dinheiro. Caracterizada pela ação dos bandidos fora das agências, a saidinha bancária é uma modalidade de assalto cada vez mais presente em Salvador. As maneiras são distintas, a vítima pode ser seguida até em casa ou ser abordada no meio do trajeto ou mesmo nas proximidades do banco.
Esse tipo de crime ocorre devido a facilidade de comunicação entre os assaltantes e pela falta de policiamento ostensivo no âmbito das agências bancárias. A saidinha traz medo para quem corriqueiramente efetua transações. “Fico sempre apreensivo. Mas procuro seguir as orientações dadas pela polícia. Não retiro quantias altas, só manipulo a carteira no interior da agência e confiro o dinheiro sacado no caixa, guardando ele ali mesmo, evito sempre que possível chamar a atenção.”, declara o advogado Maurício Ramalho.
Roque Praxedes, na época segurança de uma faculdade, narra um dos piores momentos de sua vida. “Após sacar R$ 21.000, saí do banco situado na Av. Tancredo Neves em direção a Pituba, com os dois motoboys para os quais eu fazia a segurança. Os motoqueiros já chegaram atirando. Levei dois tiros na perna, três na cabeça e um no braço. Não tive nem tempo de reagir.” É essa a sequência de fatos que muitas vezes acaba em morte. Praxedes sobreviveu, porém seu lado direito é comprometido: a audição e visão são inexistentes.
De acordo com matéria veiculada no Jornal A Tarde em 23 de abril de 2010, os números de casos em 2009 já catalogados pela Delegacia da Pituba (16ª CP), dos meses de maio a outubro, já somam 108.
O policial militar, Major Davi Gomes, alerta que a população deve diminuir as possibilidades para o assaltante. “Atenção é o critério básico para se precaver desse tipo de golpe, mas caso você seja vítima, em hipótese alguma pense em reagir.” Gomes explica ainda que não se deve fazer o saque desacompanhado e, também, ficar sempre atento aos ombros na hora que estiver digitando seus dados no caixa eletrônico. Para evitar ser a próxima vítima, a dica é escolher agências em shoppings, pois há maior segurança armada e eletrônica, além de poder disfarçar entrando em lojas, despistando se estiver sendo seguido.









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