Cesta básica fica mais cara em Salvador
Em março, o preço da cesta básica subiu 5,28% na capital baiana. Atualmente os gêneros alimentícios essenciais estão sendo comercializados por R$ 208,71. Em fevereiro, era possível adquirir os produtos por R$ 198,24.
De acordo o DIEESE – Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos – pesquisas mensais são realizadas e, a alta do preço, foi observada em diversas cidades brasileiras.
O principal responsável pela alta do custo da cesta em março foi o tomate, cujo preço subiu em todas as capitais. Além do preço elevado, o tomate está com baixa qualidade. As condições climáticas adversas desorganizaram a produção, e tornaram necessário o replantio nas principais regiões produtoras. Após este procedimento são necessários cerca de três meses para a colheita. Assim, no momento, a oferta é pequena e o preço teve alta.
De acordo com pesquisa mensal realizada pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia – SEI – O impacto é ainda pior sobre aqueles que têm uma remuneração baixa, pois o rendimento líquido do trabalhador é comprometido com a compra dos itens.
A Constituição brasileira estabelece que o salário mínimo deva suprir as despesas de um trabalhador e sua família com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência. A estimativa realizada pelo DIEESE para o valor do salário mínimo necessário seria de R$2.159,65, o que corresponde a 4,23 vezes o mínimo vigente de R$ 510,00.
Em tempos de altas expressivas o consumidor precisa buscar alternativas para manter uma alimentação balanceada. Para a nutricionista, Verônica Costa, na tentativa de driblar a inflação os soteropolitanos começam a mudar hábitos alimentares à mesa, o que na maioria das vezes provoca carência nutricional devido à falta de nutrientes necessários para uma refeição balanceada. “Feijão preto, lentilha, grão-de-bico, carne branca, soja e vísceras podem ser utilizados para substituir os produtos em alta e manter o bom funcionamento do organismo”.
A comerciária, Jailda Santos, optou por manter a qualidade no momento da compra, mas admite estar consumindo menos. “Reduzi o consumo do feijão e do tomate, substituindo-os por massas, frango e verduras”.
Já a dona de casa Denória Soares modificou os seus hábitos de compra. “A cada mês reduzo a quantidade de itens e o preço total das mercadorias continua aumentando. Não tenho mais fidelidade com marcas, compro a mais barata”.









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