Inclusão social no mercado de trabalho
Gabriel Tavares
O bom humor, a atenção e a persistência de Marcos Alexandre, 31 anos, já é conhecido por todos que estão em sua volta assim como seu profissionalismo e dedicação aos estudos. Portador de deficiência física, Marcos já passou por experiências de trabalho como as empresas Avon e Vivo LTDA. Ele é um dedicado estudante de Administração , 8° Semestre da Faculdade Dois de Julho e afirma que já lida com facilidade com suas necessidades existentes no ambiente em que vive, tornando uma experiência positiva e ao mesmo tempo cansativa a seu ver.
Uma lei criada no Brasil, em 1991, garante aos deficientes físicos a possibilidade de ingressarem no mercado de trabalho, empresas que tem um número acima de 100 funcionários, devem reservar obrigatoriamente cerca de 2% a 5% das vagas para os portadores de deficiência física. Esta lei foi vigorada em 2004, impondo as empresas a contratarem funcionários deficientes.
Mais esta questão foge da realidade dos deficientes, segundo Marcos Alexandre a questão da inclusão dos portadores de deficiência no mercado de trabalho, continua sendo uma batalha cansativa e ao mesmo tempo um desafio, perto de ser conquistado. Para ele a falta de mecanismos de acessibilidade nas empresas, como rampas, corrimões e banheiros adaptáveis é um dos pontos da dificuldade. Ele ainda afirma que os empresários na maioria das vezes dificultam e geram polêmica, alegando falta de verba ou altos custos para receberem este tipo de funcionário, em suas empresas.
Segundo o especialista em Gestão de Pessoas e professor da F2J, Emidio Palmeira, “com implementação dos deficientes físicos, as empresas podem usar esta inserção como uma estratégia para o crescimento da empresa, além de integrar os indivíduos na sociedade”.
Já a advogada e professora da F2J, Rosely Rego, afirma “que as barreiras da inclusão dos deficientes não estão nos problemas jurídicos e sim no preconceito que algumas empresas impõem. A lei de cotas de alguma maneira obriga e ameniza a situação em que os portadores de deficiência física se encontram, proporcionando a segurança de que irão estar inseridos no mercado de trabalho, tornando-os de certa maneira cidadãos dignos ao trabalho formal.










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