Escola Pública: Progressão ou Retrocesso?
Escola Pública: Progressão ou Retrocesso?
Na década de 80, muitos Colégios Estaduais de Salvador aplicavam com rigor as atividades esportivas como parte do cronograma na disciplina de Educação Física. Os educadores juntamente com apoio do governo estimulavam o interesse dos alunos em ocupar o tempo oposto as aulas, na prática de esporte, com objetivo de competição, além de ser oportunidade para o futuro, pois alguns atletas que hoje são conhecidos e profissionalizados, no passado, foram alunos deste padrão, a exemplo de Edílson3, jogador de futebol do Esporte Clube Bahia, que em 1983 foi estudante do Centro de Educacional Edgar Santos2 e assíduo frequentador das atividades esportivas.
As escolas da contemporaneidade devem aprimorar mais o projeto pedagógico de cada Instituição, que seja voltado para o esporte. Baseado na Legislação do Ministério do Esporte, o incentivo ao esporte é extremamente essencial para vida dos jovens, estes que são o futuro do Brasil. De acordo com o parágrafo 2º do art. 4° da portaria nº 120 de 03 de julho de 2009, o prazo para protocolização da documentação referente aos projetos desportivos ou paradesportivos iniciou-se dia 01 de fevereiro de 2010, considerando-se a data do protocolo ou da remessa constante do Aviso de Recebimento (AR).
Inúmeros projetos de investimento no esporte estão sendo tramitados e publicados no Diário Oficial da União. Além desta iniciativa esportiva, deve-se também existir uma parceria com o Ministério da Educação e Cultura, para que seja implantado, ou seja, aplicado com mais rigor, as atividades esportivas como disciplina que faça parte do currículo escolar de cada estudante.
Muitas crianças vão à escola em um turno e no oposto ficam ociosas. O que deve ser aproveitado é justamente este tempo livre para ensinar que o futuro de cada uma delas pode ser decidido através destas atividades, nas quais são consideradas, muitas vezes, sem importância.
Como foi citado anteriormente, Edílson, mais conhecido no mundo do futebol com Capetinha, foi estudante do CEES, e teve a oportunidade de encontrar nos momentos esportivos praticados na escola, como atividade obrigatória, o encontro com a profissão. Foi através do professor Paulo Gilberto, que Edílson lutou para conquista de seu sonho e, hoje é exemplo, não somente como jogador, mas como aluno que soube aproveitar cada momento oferecido pela escola e com incentivo do mestre Paulo.
Talvez, pelo fato do ensino brasileiro da década de 80 até os dias atuais vir passando por um processo de transição, em busca de novas alternativas pedagógicas que passam a radicalizar o analfabetismo no país, através de programas que sirvam como incentivo aos jovens e adultos na busca do saber formal. Mas, mesmo assim os resultados não têm sido satisfatórios pelos órgãos competentes. A evasão escolar ao longo da implantação dos programas tem apresentado resultados negativos, tornando-se desafiador para o professor, manter a permanência do aluno na escola. Dentro deste contexto sócio-cultural existem vários fatores preponderantes que interferem na sua permanência escolar, devido à sobrecarga de trabalho extensivo: professores sem qualificação adequada ao programa para jovens e adultos que tem contribuído mais para a exclusão social do que para a formação educacional; a falta de competição esportiva entre as instituições; a falta de acompanhamentos dos pais junto à escola, devida o mercado de trabalho competitivo e cansativo.
A metodologia aplicada atualmente nas escolas em relação à educação e o esporte é totalmente inverso o que tinha há 20 anos. O Estado também tem responsabilidade em treinar, capacitar e oferecer meios para que os profissionais de educação física possam exercer suas atividades, proporcionando meios de conhecimento e de futuro profissionais para as crianças que vivem em comunidades consideradas carentes. A Organização das Nações Unidas tem como objetivo não somente utilizar o esporte como aliado para criação de novos campeões ou o desenvolvimento do esporte, como também na utilização do esporte como facilitador da participação, da inclusão e da cidadania, inserindo-o em atividades mais abrangentes do desenvolvimento e da construção da paz (ONU, 2003).
A elaboração do documentário enquanto produto para o TCC, utilizando o tema educação e esporte é um desafio a ser encarado, com objetivo em analisar o porque o CEES nos dias atuais não mais participa de campeonatos escolares e por qual motivo o Governo Estadual reduziu investimento para que os alunos possam ter mais interesse pelo esporte, como também os profissionais tenham interesse e prazer em ensinar seus conhecimentos. Este é o desafio deste trabalho.
Referências:
Site do Ministério dos Esportes destacando a protocolização dos projetos esportivos e desportivos: esporte.gov.br/leiIncentivoEsporte/default.jsp, esporte.gov.br/segundotempo/como_participar.htm
Matéria publicada no Jornal A Tarde informando que a Universidade do Estado ada Bahia (UNEB) seleciona profissionais de educação física para trabalho voluntário: atarde.com.br/cidades/noticia.jsf?id=2238977
Matéria que fala sobre a alfabetização e a educação de jovens e adultos: gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=202870
Matéria publicada no site do Senado destacando que em 10 anos todas as escolas terão bibliotecas nas instituição como obrigatoriedade: senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=%20100969&codAplicativo=2
http://emsergipe.globo.com/esporteemsergipe/?secao=visualizar&id=38034
http://www.esporteeducacao.org.br/
http://www.onu-brasil.org.br/view_news.php?id=5809









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