Jogos no Brasil, uma Fase Difícil de Passar
A indústria de games tem ilustrado o imaginário de muitos jovens, alguns deles, pretendem entrar neste mercado. Contudo, a fatia dominadora de investimento não se encontra no Brasil. Com esforços, o país continua insistindo no mercado interno, apesar do pesado problema da pirataria.
De acordo com a Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos (Abragames), a soma do produto bruto do setor de games é de 87.5 milhões de reais, sejam em softwares e hardwares. Destes, 43% da produção nacional de softwares é destinada à exportação, enquanto quase 100% dos hardwares fabricados são para o mercado interno. Ou seja, por enquanto o Brasil ainda é um mercado de hardware.
A Pirataria
A pirataria é um grande problema para diversos setores do mercado nacional, além do mais, já está sendo considerada parte da cultura brasileira ter preferência por produtos piratas. Este fator, junto com a questão da importação ilegal, proporciona à industria uma alta dependência nas exportações.
De acordo com Conselho Nacional de Combate à Pirataria e Delitos contra a Propriedade Intelectual a pirataria o comercio de produtos falsificados como CDs, DVDs, softwares e outros, como medicamentos, calçados, roupas e eletrodomésticos custa aos cofres públicos R$ 30 bilhões aos cofres públicos.
Esse elemento pode trazer vantagem para as empresas sobreviventes que se tornam grandes exportadoras, porém, não perdoa as pequenas empresas que lutam para se manterem, aprendendo aos pouco como exportar.
Apesar de tantas pedras no caminho, a indústria brasileira de games continua crescendo. Entende-se que um mercado significativo tornaria as empresas brasileiras mais resistentes com uma maior competitividade internacional.
Muitos dos empresários brasileiros deixam de investir neste meio exatamente pela alta dificuldade em lucrar, pois, cientes dos problemas da pirataria, não teriam coragem de se arriscar neste meio. Mesmo com incentivo do governo, o empresário nacional não está satisfeito com os possíveis lucros e quando resolvem adentrar neste meio, buscam porcentagens de ganhos absurdas, por isso, produtos brasileiros continuam com valores elevados em seu país de fabricação.
Outros Meios
Como o mercado de games no Brasil ainda está em fase de construção, outros âmbitos deste meio começaram a crescer com maior desenvoltura. Eventos tem acontecido pelo pais promovendo campeonatos com os chamados cyber atletas, jovens que tem como exporte profissional o vídeo game, conseguindo muitas vezes ganhar a vida a partir destas competições.
Programas de TV estão sendo desenvolvidos, dois deles são transmitidos através das redes de canal fechado, como o multishow. Precisando ainda de algumas modificações em seu formato. Profissionais da área de TV afirmam que estes programas de games são direcionados para o público jovem, no entanto, continuam com características de telejornais sérios, se tornando pouco agradáveis para o espectador jovem que se interessa pelos games.
Ainda nos meios de comunicação em massa temos o jornalismo de games. Esses profissionais se encontram, principalmente, em dois meios; as revistas especializadas e os sites/blogs de games. A segunda, mais informal, existe em maior quantidade, pois muitos jovens que gostam de games resolvem fazer uma página on-line, muitas vezes, com notícias e resenhas com opiniões pessoais. Por essa falta de profissionalidade que muitas vezes essa acaba sendo desvalorizada. Por outro lado, as revista especializadas existem em menor quantidade contrapondo a qualidade do material, elevado se comparado com o material encontrado pela rede.
Nem sempre os periódicos são necessariamente de maior qualidade que as páginas da internet, alguns antigos ou até atuantes profissionais de revistas focadas em games, se direcionam para o meio on-line, aumentando assim a qualidade do material. Alguns sites que não possuem profissionais do meio impresso também se destacam pelo nível elevado de suas postagens, gameblog é um exemplo disso.
O que esperar?
O mercado de games no Brasil está se desenvolvendo e consolidado, atualmente profissionais e jogadores estão se mobilizando pela campanha “Imposto Justo para Video Games” mobilização que pretende diminuir as altas taxas de imposto sobre jogos importados.
A campanha informa que a indústria global de vídeo games já ultrapassou a industria do cinema e da música. A taxa tributária cobrada no Brasil é tão elevado que torna o país representante de apenas 0,5% desta fatia, enquanto o México, menor que o Brasil já chegou a 2%.
O projeto de lei 300/07, que desonera os videogames, no mais curto prazo possível, pertence ao Deputado Antônio Palocci, da Câmara dos Deputados de Brasília. A lei justifica que jogos custam o triplo do valor nos Estados Unidos este quadro:
- · estimula a pirataria
- · prejudica o consumidor
- · prejudica os varejistas
- · prejudica milhares de estudantes de desenvolvimento e design de games
- · prejudica desenvolvedores e publishers de games
- · desestimula o investimento nas tecnologias de ponta, necessárias para o desenvolvimento de games no Brasil
- desestimula o investimento das grandes empresas no Brasil.










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