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Escreva Sobre o que Joga

1 dezembro 2009 Sem comentários

O vídeo game já pode ser considerado uma mídia de comunicação, tendo em vista, a forma comercial como ele é tratado. Esse mercado cresce tanto, que profissionais da área de comunicação, mais especificamente jornalistas, criaram revistas, páginas na internet e até programas de televisão voltados para o publico que consume games.
Alguns dos jogadores de vídeo game buscam a área de comunicação para escrever sobre seu hobby, sendo que, alguns deles, conseguiram realizar esse desejo, chegando a trabalhar em grandes editoras. Por isso, levanta-se a questão: Eles estão satisfeitos com seu trabalho no atual mercado, agora que realizaram o seu sonho? Estão ganhando o suficiente?
Para essa pesquisa foram entrevistados 30 profissionais do ramo de jornalismo de games, sejam com free-lancer, indivíduos com carteira assinada, ou autônomos que possuem alguma página na rede online. No qual foi constatado que:

- 50% do total de entrevistados são contratados (com carteira assinada ou passando nota fiscal) e tem obrigações fixas com alguma empresa;
- Já 33% do total de entrevistados são free-lancers e colaboram para um ou diversos veículos (revistas e sites, basicamente, salvo exceções raras), mas sem vínculos fixos;
- O 17% restante é formado por empreendedores, ou seja, comandam negócio próprio, de onde tiram seus rendimentos. Vale dizer que a totalidade desses empreendedores investe unicamente na internet.
- Daqueles que se declararam contratados, 54% possuem carteira assinada. 46% emitem nota fiscal ou assinam recibo (ou CCDA).
- Ainda sobre os que se declaram contratados: quase a metade trabalha exclusivamente com a internet (46%); a outra parcela (40%) é funcionário de editoras e produzem revistas (na maioria) e sites; uma fatia pequena (14%) aplica seus conhecimentos em mídias diversas (TV, rádio).

                                                                                    (dados coletados do site gamer.br)

Diante desses números qual é a porcentagem de profissionais que acham ganhar de acordo com o que trabalha?
47% dos jornalistas dizem que poderiam ganhar mais, enquanto 33% afirmam não receber o proporcional ao trabalho que fazem. Somente 20% julgam ter um valor de acordo com o que lhes é cobrado.
A grande maioria dos insatisfeitos está entre os empreendedores (60%), pois precisam dedicar muito tempo e preocupação em diversos setores de seu negócio, em quanto os outros 40% afirma que poderiam ganhar mais. O quadro muda quanto aos contratados, seja com carteira assinada ou que emitem notas fiscais. A maioria deles (75%) falam que poderiam ter um aumento salarial, os outros 25% dizem não ganhar o suficiente. Serve de alerta aos jornalistas que buscam atual nesta área, a informação que, entre os empregados, nenhum se demonstrou satisfeito com o atual salário, o que preocupa qualquer um que visa ingressar no ramo.

Curiosamente, os que acham ganhar de acordo com o trabalho são os free-lancers, um total de 40% de satisfeitos. Apenas 10% deles afirmou completa insatisfação com o que recebem em pequenos trabalhos. Erik Araki, redator da herói, afirma não se surpreender com a grande satisfação dos free-lancers, pois geralmente, seu perfil é de um estudante que pode dedicar muito tempo para fazer esses trabalhos, tendo o luxo de ganhar um trocado escrevendo sobre o que gosta. No entanto, quando se fala de trabalhar pelo ganha-pão, o que se ganha pelo frilas é muito pouco, ajudando apenas a cobrir algumas despesas.
Em alguns trabalhos sem vinculo empregatício, surge o problema quanto aos prazos e despesas. Fabio Santana, do site Gamer Lifestyle, relata como o prazo, vilão de todo jornalista, prejudica os profissionais, que dispões de pouco tempo

Pouco tempo para jogar e escrever...

Pouco tempo para jogar e escrever...

 para analisar um jogo, sendo possível apenas formar uma opinião, não detalhada, sobre ele. As empresas nem mesmo fornecem o material para análise prévia, precisando esperar o lançamento para adquirir o jogo, atrasando o processo. Isso cria uma despesa extra para o free-lancer, diminuindo sua margem de lucro. Se por exemplo, ele ganha R$100,00 reais para fazer a análise, gastará outros R$60,00 para comprar o game.
Devido a tantos percalços e problemas na profissão de jornalista de games, que você deve pensar duas vezes antes de ingressar nessa profissão, pois não se trabalha para ganhar muito dinheiro e glamour, você estará neste ramo porque gosta. Se nada disso te desanimou, comece com alguma página na internet, utilizando o blogger ou wordpress, por exemplo, ou contribua para algum site, pelo menos para ter a prática ou construir a sua própria network (rede de contatos para trabalho).

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