Panorama da Educação Superior em Salvador
A quantidade de instituições de ensino superior na Bahia, especificamente em Salvador aumentou muito nesses últimos 10 anos. Segundo dados da Rede de Universidades – Universia, esses dados comprovam o déficit da educação pública em responder a uma demanda crescente de estudantes advindos das várias localidades de Salvador. Só a UFBA (Universidade Federal da Bahia) e a UNEB (Universidade do Estado da Bahia) não possuem espaço suficiente para suportar a demanda de alunos saídos das escolas de nível médio das inúmeras localidades e bairros espalhados por Salvador e interior da Bahia. A população cresceu e a necessidade de estudar mais para conquistar espaço no mercado de trabalho também passou a ser um fator essencial para a mudança desse quadro.
Os dados que constam da síntese de indicadores sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2008 apontam que a grande maioria dos jovens, 73,3%, ingressa em cursos superiores através de i

A busca pela formação superior
nstituições privadas de ensino e 26,7%, em instituições públicas. Essa constatação só reforça a motivação para uma demanda tão crescente de instituições particulares no Estado, especialmente em Salvador.
2 de Julho, Jorge Amado,Hélio Rocha, Ruy Barbosa, FIB, UNIRB, UNIME, UNIBAHIA, São Camilo, Faculdade Social e Castro Alves são apenas alguns dos nomes de faculdades que surgiram na região metropolitana de Salvador nos últimos anos. Um dos colégios tradicionais de Salvador, o Colégio Anchieta, adquiriu recentemente o Colégio São Paulo, e, possivelmente também deva aproveitar o seu corpo discente para ampliar o seu grau de escolaridade.
Para a estudante do 6º semestre de jornalismo da Faculdade 2 de Julho, Mari Nunes, o estudante precisa tomar muito cuidado ao escolher uma faculdade. “A oferta é muito grande, ficou muito mais fácil conquistar um diploma de nível superior, mas é necessário pesquisar muito a qualidade de ensino oferecido por essas instituições, antes de escolher onde aplicar o seu tempo e o seu dinheiro”.
Na verdade, o preparo desses estudantes está cada vez mais deficiente. Muitos são aprovados sem uma qualificação eficiente para encarar a profissão e acabam por não conseguir preencher o número de vagas ofertadas pelo mercado de trabalho. A formação básica também é ineficiente e o número de analfabetos funcionais é significativo.
O elevado contingente de analfabetos funcionais (segundo metodologia do MEC, aqueles que têm no máximo três anos de instrução), de 51% da população baiana com 10 anos ou mais de idade, é uma preocupação da Secretaria da Educação, que implantou o Programa Educar para Vencer em 2001. Não se trata de pessoas que nunca foram à escola. O analfabeto funcional sabe ler, escrever e contar, mas não consegue compreender a palavra escrita. Calcula-se que, no Brasil, os analfabetos funcionais somem 70% da população economicamente ativa.
O mais importante desse estudo é saber diferenciar o ensino de qualidade deste emaranhado de ofertas e facilidades relacionadas a instituições privadas. Antes de tudo, o estudante precisa saber que para conquistar o mercado de trabalho, ele precisa estar seguro do seu aprendizado. Esta consciência é fundamental para a melhoria do ensino no estado.









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