Edvaldo Pereira Lima fala sobre jornalismo literário na F2J

O jornalista fala sobre a importância da categoria
O jornalista e escritor Edvaldo Pereira Lima esteve presente na Faculdade 2 de Julho, no dia 29 de setembro, para falar um pouco sobre o Jornalismo Literário. Pereira iniciou sua palestra explicando como surgiu esta categoria para o jornalismo. De forma detalhista, narrou como Euclides da Cunha escreveu sobre a guerra de Canudos, ocorrida no estado da Bahia.
Pereira destacou que jornalismo literário não é ficção, fantasia e sim, uma forma diferenciada do jornalismo, mas não deixando de existir os fatos verdadeiros e apurados. O autor dividiu em etapas as formas de fazer jornalismo literário. A primeira foi o jornalista sair do ambiente da redação e ir a campo em busca de informações, além de vivenciar os acontecimentos, juntamente com personagens. O segundo é a humanização, ou seja, as pessoas não devem ser tratadas como fontes. Assim também, o jornalista deve colocar em primeiro lugar a história dos personagens. “O ser humano deve ter destaque”, disse o autor.
O terceiro destaque foi referente ao mergulho, compreensão da realidade, o contato com o próximo, viver a vida dos personagens. Uma das principais marcas do jornalismo literário, segundo Pereira é a arte de contar histórias, descrição, estrutura narrativa, sendo esta a quarta parte que compõe o gênero. A construção de cena a cena também merece destaque para o jornalista. Todos os detalhes, as seqüências de ações que ocorrem na história. Assim, o leitor pode sentir-se mais próximo, vivenciar a história juntamente com o autor.
O simbolismo, a realidade do factual, a intuição do autor deve está explícita no texto. A emoção faz com que o leitor possa se colocar no lugar do outro ao ler aquelas linhas que descrevem a situação.
Edvaldo também falou sobre o surgimento da pauta para o jornalismo literário: “ela nasce do jornalista! O mesmo deve ter um olhar para sua curiosidade e ir em busca das informações, chegando até os personagens”. Ele também recomenda: “Saia, vá a campo, vivencie um pouco a vida da sua fonte. Dessa forma a pauta será poderosa. Dê atenção ao que mexe seu coração”.









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